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Você também sente que existe uma erupção coletiva quando dezembro chega?
Como se, de repente, todo mundo ativasse um modo de preciso dar conta de tudo o que deixei para trás em onze meses.
A lista do que não aconteceu.
O Natal que parece ter que ser inesquecível.
Os encontros que você cancelou ao longo do ano e que agora soam urgentes.
Os compromissos da escola.
O autocuidado que você jurou retomar.
O planejamento do próximo ano pressionando antes mesmo de você encerrar este.
Esses dias, conversando com uma amiga, ela me disse algo que ficou latejando em mim:
Mi, já percebeu que a gente cancela encontros o ano inteiro e em dezembro quer ver todo mundo?’
Eu ri. Mas doeu. Porque é verdade.
Existe uma pressão silenciosa neste mês.
Uma urgência que não vem da agenda, mas do corpo.
Uma sensação de que, se eu não correr agora, estarei atrasada para a vida.
E ao mesmo tempo, como lembra a reflexão do Diário Estoico de hoje, fugir do que sentimos não resolve nada. Encobrir a dor só adia o encontro com ela.
E dezembro, para muitas de nós, não é sobre correria.
É sobre sentimentos que tentamos evitar o ano inteiro e que agora batem na porta.
Entre uma tarefa e outra, percebo essa ansiedade querendo me puxar para o ritmo da manada.
Correr sem pensar…
Produzir sem sentir…
Querer compensar tudo o que não vivi…
Mas desde que descobri que minha vida é feita de ciclos, comecei a escolher outro caminho.
Tenho me permitido fazer pequenas pausas dentro de mim.
Aquelas em que a gente respira fundo e pergunta:
O que eu estou realmente sentindo agora? E o que eu estou tentando evitar sentir?
E quando eu paro, algo bonito acontece:
Eu percebo que não é sobre correr atrás do tempo. É sobre olhar com carinho para o ano que vivi.
É sobre reconhecer:
– as quedas que me ensinaram novos jeitos de levantar
– as pausas que eu não queria, mas que me salvaram
– as conquistas silenciosas que quase ninguém viu
– os momentos em que eu me escolhi mesmo com medo
– tudo que brotou sem alarde
Antes de pensar em 2026, eu preciso honrar a mulher que eu fui em 2025.
E talvez você também.
Talvez você esteja tentando deixar tudo em ordem antes do ano virar.
A casa, o trabalho, os filhos, o corpo, a vida, você mesma…
Mas o que é, de verdade, deixar tudo em ordem?
É confuso, eu sei…
Principalmente para nós, mulheres, que crescemos acreditando que só poderemos descansar quando tudo estiver impecável.
Mas calma.
Talvez a verdadeira ordem seja outra:
Acolher sua história sem pressa de fechar o ano perfeita.
Eu tenho certeza de que você conquistou coisas importantes.
Eu tenho certeza de que você conquistou coisas importantes.
Talvez não na velocidade que sonhava.
Talvez por caminhos diferentes. Mas ainda assim, você caminhou.
E isso importa.
A minha Semente dessa semana é simples:
Antes de se cobrar pelo que não fez, reconheça com carinho quem você se tornou.
Você fez o necessário para estar aqui hoje.
Sua Semente dessa Semana 🌱
Um convite para honrar seu próprio ritmo
1️⃣ Qual foi uma conquista sua em 2025 que você não celebrou porque parecia pequena demais?
2️⃣ Onde você cresceu por dentro, mesmo que ninguém tenha visto?
3️⃣ O que você quer levar para janeiro como forma de ser, e não como meta?
Me conta por aqui. Pode ser uma palavra, um emoji, o que vier.
Com amor,
Mi 💚
“É melhor dominar a dor que enganá-la.”
Sêneca Reflexão do dia 8 de dezembro, Diário Estoico, Ryan Holiday e Stephen Hanselman.

🌱 Depois do vídeo…
Se você assistiu, talvez tenha sentido algo parecido com o que eu tenho sentido.
Essa mistura de fases.
Essa transição silenciosa.
Esse chamado para respeitar o próprio ritmo.
Essa vontade de se ouvir mais do que se cobrar.
E talvez também o medo de admitir que está mudando.
Porque a gente aprende desde cedo que mulher tem que dar conta, manter o planejamento, sustentar a rotina, ser forte o tempo inteiro.
Mas a verdade é que ser mulher é viver ciclos.
É abraçar as estações que existem dentro de nós.
E isso não nos enfraquece. Isso nos humaniza.
Quanto mais converso com mulheres, mais percebo o quanto estamos precisando dessa conversa. Estamos precisando nomear o que sentimos.
Estamos precisando viver essa fase da vida com menos vergonha e mais consciência. Estamos precisando lembrar que não estamos sozinhas.
PS: Sobre o seu 2026
Se o final do ano está te deixando ansiosa e, ao mesmo tempo, esperançosa, saiba que você não precisa correr. Você pode construir com presença.
A Produtividade Acolhedora existe para te lembrar disso.
Quer entrar na lista de espera para começar 2026 com mais consciência, calma e propósito?
Eu deixo o link aqui para você acessar.
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No Comments on 🧩 E se a sua ansiedade de dezembro estiver te guiando?